quinta-feira, 23 de julho de 2015

'Foi um erro colocar todos na mesma cela', diz mãe de jovem morto no CEM

'Foi um erro colocar todos na mesma cela', diz mãe de jovem morto no CEM


Elizabeth Vieira visitou na manhã desta quinta-feira (23) o túmulo do filho.
Gleison Vieira foi espancado até a morte dentro do Centro Educacional.

Mãe de Gleison visitou nesta quinta-feira o túmulo do filho (Foto: Catarina Costa/G1 PI)
Mãe de Gleison (de vestido rosa) visitou nesta quinta-feira o túmulo do filho (Foto: Catarina Costa/G1 PI)
Acompanhada de duas amigas, a mãe de Gleison Vieira da Silva, de 17 anos, espancado até a morte dentro do Centro Educacional Masculino (CEM), fez nesta quinta-feira (23) a visita de 7º dia ao túmulo do filho no Cemitério Santa Cruz, Zona Sul de Teresina. Em conversa com o G1,Elizabeth Vieira afirmou ter sido um erro colocar o adolescente na mesma cela dos outros três menores acusados pelo estupro coletivo em Castelo do Piauí.
"Achei errado colocar os quatro juntos, pois meu filho foi o único que ajudou a polícia, porque não era de esconder nada. Enquanto os companheiros dele negaram participação no crime de Castelo", disse.
Elizabeth contou que o filho temia ser morto dentro do Centro Educacional Masculino (CEM) pelos outros internos, mas não pelos próprios companheiros. Ela também relatou o último encontro com Gleison, ainda quando ele estava no Centro de Internação Provisória (CEIP).
"O Gleison em momento algum me falou sofrer ameaças dos companheiros dele. A última vez que estivemos juntos, meu menino me pediu para ser forte e que tinha certeza que eu não iria recebê-lo vivo. Ele dizia que ia morrer indo para o CEM, porque tinha pessoas o esperando lá, só não imaginava que os comparsas fariam isso", revelou.
A dona de casa declarou não ter pensado em ação contra o estado e neste momento só quer paz. Sobre o que deseja para os menores suspeitos de matar Gleison, Elizabeth diz querer justiça.
"Não pensei nesta questão de indenização, por enquanto é só dor. Aos adolescentes que mataram Gleison, eles vão pagar pela morte do meu filho, não sei como, mas vão. O Gleison me pediu para ser forte e eu estou sendo porque preciso criar minhas filhas e estou grávida", contou.
A mãe do adolescente comentou que vem recebendo ajuda de várias pessoas e espera transferir o túmulo do filho daqui a três anos para Castelo do Piauí. Ela revelou não ter condições agora de celebrar uma missa de sétimo dia da morte de Gleison e que pretende fazer a solenidade somente de um mês.


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