quarta-feira, 15 de julho de 2015

JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS?

População cerca delegacia no interior do estado para impedir transferência de presa

População se aglomerou na porta da delegacia para impedir tranferência de presa



Tensão e nervos à flor da pele. A revolta da população não é somente em São Luís, onde aconteceu, na semana passada, um caso de linchamento e mais duas tentativas. No interior do Maranhão, os populares também querem fazer “justiça com as próprias mãos”, mas, desta vez, no sentido inverso. Na noite desta segunda-feira (13), moradores da cidade de Centro do Guilherme, que a 448 km da capital, tentaram invadir a delegacia do município para impedir a transferência de uma presa para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Eles alegam que ela é inocente.


 
Trata-se de uma mulher conhecida como Fátima do Sapecado, acusada de ser cúmplice de abuso sexual contra suas próprias filhas (uma de 9 e outra de 13 anos). Segundo os populares, Fátima não é culpada pelo crime, que teria sido cometido pelo seu companheiro, que está foragido.
A população se dirigiu em massa para a porta da delegacia quando soube da transferência da acusada. Eles se aglomeraram na frente do local e deixaram os policiais acuados. Uma viatura foi danificada após várias pessoas subirem no veículo. Por causa do tumulto, a transferência da presa, que é uma ordem da comarca da cidade, não foi feita.
Um morador de Centro do Guilherme, que não quis se identificar, entrou em contato com a redação de O Estado e afirmou que a população está revoltada com a situação. Segundo ele, se Fátima do Sapecado for transferida os populares vão depredar a delegacia. “A população não quer essa transferência. Se ela [a presa Fátima do Sapecado] sair da cidade a delegacia será invadida. Têm presos que estão aqui e nunca foram transferidos. Inclusive, tem uma mulher presa nesta delegacia que matou a filha a mordidas e nunca foi transferida para Pedrinhas”, disse o morador, que afirmou também que Fátima está presa há quase dois anos.
A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou o tumulto e informou que segue apurando os detalhes do que aconteceu na cidade.

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